Rio de Janeiro, 28 de dezembro, 2011.
E a vida para. O tempo não corre mais. Eu não corro mais; você não corre mais.
Nós dois estagnados no amor. E não devo negar o quão duvidoso acho o teu amor. E a tua existência, e teu modo de andar… Não devo negar o quão estranho você se tornou para mim.
Sabe, talvez eu não tenha nascido para o amor. Talvez eu passe o resto da minha vida fazendo o que eu sempre fiz: Tiro o melhor, persisto nos erros, e… Perco.
Mas não com você. Persisto nos mesmos erros, e… ganho!
Te ganho cada vez mais, a cada segundo uma nova amostra de amor. E quanto mais te ganho, mais me perco e me esqueço, visando sempre o melhor para você.
Agora já não ganho, mas também não perco.
E essa mesmice me estressa, me irrita! Me faz notar o quão manipulador e metido você é, com essa falsa modéstia e essa mania detestável de querer agradar a todos, e esse enjoo que é sua desconfiança! Para! Se gosta tanto de analisar, me analisa! Vasculha minh’alma! Descobre o inverno que sou! Aposto que não sabe o quão sorumbática e mentirosa eu posso ser.
Como você pôde se apaixonar por alguém como eu?
Obrigada por me ouvir. Espero o melhor para nosso futuro.
Com amor,
Ana.